segunda-feira, 13 de abril de 2009


-Lembra de mim? (ele perguntou)

Eu não estava me lembrando dele. Procurei, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontrei.

E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele estava ali, na minha frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando a minha resposta.
- Lembra ou não lembra? (ele disse)

Segui um caminho, o menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína.

- Claro que estou me lembrando de você! (eu disse).

Eu não queria magoá-lo, é isso.
Há provas estatísticas que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas eu não queria que ele pensasse que passou pela minha vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar.
Eu pulei no abismo.

Seja o que Deus quiser. o/

Um comentário:

  1. esse maldito hábito de "tentar" não magoar as pessoas torna-se o estopim das maiores desgraças da vida =/
    mas seja o que Deus quiser õ/

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