domingo, 14 de fevereiro de 2010


Escrever é me auto-conhecer e ao mesmo tempo despir todas as sensações de quem quer ler-me. Desnudar a alma e permitir que sejam vistas todas as minhas angústias, anseios, medos, vontades. É mostrar quem eu sou, a que vim, o que quero, é contar um pouco da minhas história e saber que muitos podem nem entender. Que meus parágrafos podem parecer desconexos, sem sentido. Ás vezes fragmentos podem me descrever com totalidade, e em alguns momentos, me desvendar significa mergulhar na superfície de mares profundos, enquanto outros, em profundidades superficiais.
Não sou tão complexa. Hoje posso ser Clarice, amanhã já nem sei... Pura ambivalência, paradoxo total!

'- Fraseando a intensa idéia de que a mistura entre a realidade e a fantasia me fazem muito mais real do que o que os olhos podem tocar. E eu me recuso a não ser assim!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Desapego

Faltam letras, sentimentos e vontades pra ferir este papel com minha pena,
tudo morto pela faca da saudade e enterrado pela esperança ingênua. Faltam inda, rimas, força, alguma tinta e, no peito, bem menos mediocridade. Se a alma desfalece, já faminta é que a voz repousa na infecundidade.
Falta quase tudo que é necessário pra bordar algum tipo de poesia que não seja pão de inutilidade. Falta mais do que um simples dicionário, mas me sobra cansaço e hipocrisia, medo e dor em boa e grande quantidade!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Frases mais azuis


Usou com força uma caneta azul
e as frases de caneta, você não pode apagar.
As lágrimas que caem deixam mais azuis as letras,
e os olhos não conseguem enxergar.
Se você piscar tudo some
E o que você vai querer ver quando você voltar a ver?
Não o breu, quando os seus olhos abrirem.
Pintou os olhos só depois saiu com lápis,
cor preta, que só poderia borrar.
As lágrimas que molham esses olhos crus
são pretas e os olhos não conseguem enxergar.
Se você discar tudo some
E o que você vai querer ver quando você voltar a ter?
Não sou eu, o que os seus lábios nunca me dizem
E o que não estiver só não será lembrado no
mundo que couber no silêncio de um retrato.
Mas se você olhar vai ver que tudo está errado porque ao seu lado
não existe um lugar para mim.

Você não sabe 1% da dor
e da saudade que você deixou.
Sai da minha vida pelo amor de Deus,
para de zombar dos sentimentos meus.
Diga de uma vez o último adeus.
Sai do meu caminho que eu quero viver,
pára de voltar pra me enlouquecer,
Antes que eu perca de vez a cabeça
e me entregue a você.

sábado, 30 de maio de 2009


Meias verdades não me atraem. Quero e preciso de verdades inteiras, verdades ditas olhando nos olhos, verdades que me tirem o sono, mas ainda assim, verdades.
As mais puras verdades.Verdades em forma de palavras, em forma de olhares, em forma de lágrimas. Quero verdades, quero as suas verdades. Mesmo que depois tudo se perca, as coisas nem façam mais sentido, e os sonhos se diluam.
Prefiro verdades. As verdades que ninguém costuma ouvir. Fico pensando no poder que as palavras têm, elas mudam rotas, mudam vidas, mudam verdades. Um tapa dói, mas palavras... Essas quando mal usadas, ferem, machucam e ardem. Dores indescritíveis. Sentimentos confusos. Portanto, caros senhores, nada de mentiras. Me matem com a mais pura verdade.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Invasãozinha


Sou apenas um.
Mas ainda sou um.
Não posso fazer tudo,
mas ainda posso fazer algo;
e porque não posso fazer
tudo, não me recusarei a
fazer algo que eu possa fazer.

Edward Everett Hale

Cristiano, fazendo o favor de postar uma vez
=D

texto pra ti viu, que sempre me trás sorrisos!!!

Das coisas que me transformam


A inconsistência dos toques,
a inconstância da melodia,
o irremediável cheiro me tirando dos eixos.
Aquele tom blasé de ''todas as coisas que ainda
não foram'' com gosto de ''breve serão'' me tomam
nos braços e me dão a coragem que nunca pensei
ter.


Porque hoje, meu amor, a tua menina (inconsequente)
acordou mulher! ; )

terça-feira, 19 de maio de 2009


Você é sombra e luz,
o paradoxo entre as minha secretas palavras
e as nossas verdades concretas.
Um doce susurro, um brilho intenso, uma voz
no olhar.
São os dedos que deslizam entre os meus versos
contornando a minha poesia mais voraz e singela.
Você é o azul em mim. É vermelho. É o meu arco-íris
de tons, versos e gestos.
Você, que me envolve em frases descontínuas e versos
desconexos, é o que há de verdadeiramente grande em
mim.




-Porque diante de tudo que fomos, somos e ainda seremos,
te amar é encantadoramente inevitável!
Você faz muita falta!



Perdão!