terça-feira, 7 de abril de 2009

Vejo a luz e vivo a escuridão

Não existe mais nenhum futuro, não tenho sonho nenhum, eu nada espero, por isso nem reparo na manhã do poeta, porque também não existe nenhuma saudade, não existe maldade.
Direi milhares de metáforas rimadas e farei as tripas coração, do medo, minha oração!
Eu vou viver, vou sentir tudo,eu vou sofrer, e vou amar mais do
que sou capaz.
A força que me conduz é leve e é pesada, é uma barra de ferro jogada no ar.
Como é estranha a natureza morta dos que não têm dor, é estéril a certeza de quem vive sem amor.
Todo dia será um dia de paz pra quem vive a verdade, todo dia será
um dia a mais, cheio de sol entre as trevas.
Pois só quem tem os sonhos mais básicos pode amar e dizer a verdade,
e as estrelas ainda vão nos mostrar que o amor não é inviável.
A vida é estranha com suas despedidas e desencontros,cheia de gente
escondida em desespero, trastes, jóias falsas, cansada de não ser ouvida,
de não ser respeitada.
Demasiadas palavras, um fraco impulso de vida, e o corpo age como se
o coração tivesse que optar entre o inseto e o inseticida.
A luz negra de um destino cruel ilumina um teatro sem cor, e a minha
vida sempre brinca comigo, de porre em porre, vai me desmentindo.




Um comentário:

  1. mas agora é hora de sorrir, pq hoje o sol nasceu, declarando o fim de todas as lágrimas! :*

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