
Enquanto a brisa suave afagava os meus cabelos, eu sentia o gosto da liberdade na ponta dos dedos, dos olhos, da alma. Era um gosto um tanto quanto amargo, diferente.
Deixei que meus instintos me levassem. Pelo som. Pela água fria batendo nos pés. Pela angustia que gritava em meio a um enorme silêncio. O céu azul me fazia entender a imensidão dessas sensações. Era como as reticências que costumo usar quando me faltam palavras. E tudo costumava escapar por entre os dedos, apenas as coisas sólidas permaneciam palpáveis, intactas. Por vezes perdi de vista muito do que acreditava de fato ser meu. Foi quando pude perceber que nem sempre os caminhos são os mesmos, e que não é necessário confirmar com os olhos quando se há tantos outros sentidos. Inclusive o sexto. Intuição.
E nesse momento, com os olhos rasos d’água e a alma em tranqüilidade absoluta, eu entendi o verdadeiro significado do que disse o poeta: “Para estar perto não é preciso estar ao lado. Basta estar do lado de dentro.”
O meu lado de dentro ganhou o teu cheiro, o teu nome e a tua voz. Você virou o meu avesso.E então eu conheci a verdadeira liberdade. = )


Pq, nos sentidos da vida eu gosto de sorrir com vc mesmo que virtualmente S2
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